Sobre YFU

Intercâmbio Cultural

Luiza na Índia!

Em 2010, o YFU-Brasil enviou a primeira estudante brasileira para a Índia. Sim, vocês estão lendo corretamente. Ela foi para Índia, país tão distante e diferente do nosso. Sim, esta foi sua primeira e única opção de país de destino para o intercâmbio. Sim, ela está muito feliz!
Recebemos um depoimento dela que gostaríamos de compartilhar com todos:
luiza na   ndia balan  o
“Há muitos anos ao ler um livro sobre religiões do mundo vi uma foto de uma menina enfeitada no Diwali, Festa das Luzes hindu. Lembro-me de ter pensado “Que lindo…mas como será que ela se sente?” e como era estranho e belo que no mesmo mundo tantas pessoas, tantas culturas e tantas diferenças existem. Desde então meu querer de um dia experienciar um outro modo de vida só aumentou, e a ideia de vir à Índia presenciar uma cultura tão antiga mas tão viva resultou no sonho “incomum” (para não falar dos muitos “o quê, na ÍNDIA?” ouvidos antes de vir) de fazer intercâmbio no país do Taj Mahal.
Então em Julho de 2010 aqui cheguei, com surpresas já de início. Por mais que tenhas lido sobre algum país ou costume, sempre há muito mais para descobrir e vivenciar na prática, foi o que senti desde meus primeiros minutos na Índia, a despeito de meses passados lendo sobre. No aeroporto ouvi inglês e hindi misturados(a Índia tem 22 línguas oficiais), vi pessoas de saree ou turbante mesmo no calor de 40ºC, banheiro estilo indiano, motorista do carro ao lado direito(mais uma influência da colonização britânica), trânsito caótico com barulho não só das animadas músicas de Bollywood mas buzinas a toda hora, pessoas simpáticas e comida sem talheres.
luiza e fam  lia 1
Minha família para o ano todo veio a ser minha mãe, uma dançarina clássica indiana que tem seu estúdio de dança, meu pai, meus dois irmãos mais novos, minha avó paterna e muitos animais de estimação. Apesar de “mãe ser tudo igual mas só muda o endereço”, como podemos comprovar no intercâmbio(a mãe, ou melhor, a família toda, é bem protetora com seus jovens, principalmente as meninas), há mudanças até pelo modo de chamar as pessoas na família; por exemplo, meus irmãos não me chamam pelo nome, mas sim “Didi”(irmã mais velha em Hindi), pois aqui não se chama ninguém mais velho que você pelo nome, e a importância e o modo da família lembra muito tempos passados no Brasil.
luiza de uniforme
Não diferente de “coisas do tempo da vó” foi a escola, com uniforme da cabeça aos pés, dos sapatos polidos a trança bem feita(maquiagem e acessórios são proibidos), gravata e camisa social, rezas e som da escola com hino nacional todas as manhãs, respeito ao professor – coisa proeminente na sociedade indiana, ainda mais misturada com o estilo de escola britânico, chamamos a todos de Mam. ou Sir, disciplina e até castigos. Mais surpresas no caminho, já que realmente gostei da escola, Cristã(há aqui na Índia milhões) e dirigida por freiras, com saris ao invés do tradicional hábito, pois lá foram muito receptivos e me ajudaram, desde as crianças do primário que adoravam me cumprimentar “Hello didi” a minha colegas de classe que me ensinaram a fazer uma trança no cabelo e todos sempre se mostraram interessado em fazer amizade e aprender sobre o Brasil. Nos divertimos nas atividades da escola, apresentamos danças e discursos, participei até do atletismo que nunca tinha tentado no Brasil. Irei sem dúvida sentir falta de levantar toda vez que um professor(sempre chamado de Sir ou Mam.) entra na sala, ou para a canção da escola ou de apenas passar os recreios vagando com as muitas amigas. Por sinal a língua das escolas privadas na Índia é o inglês, então acompanhei as aulas, porém no recreio todos(inclusive eu, ao fim) geralmente falam Hindi ou Punjabi(idioma de minha região), numa mistura mais pra “Hinglish”, o que faz daqui um lugar ótimo de aprender novas línguas e melhorar o inglês.
luiza e meninas em trajes t  picos
Minha rotina além da escola são as aulas de dança do estúdio da minha mãe onde também aprendo dança indiana e até Salsa, passo tempo com minha família, uma vez que aqui é tudo mais centrado neles, vemos filmes de Bollywood juntos, saio de vez em quando em aventuras de riquixá com meus amigos para arrastar o sari no mercado, vou ao templo com a minha vizinha e tomo algumas xícaras de chai diariamente, ainda mais quando sou visita na casa de alguém – já que como diz um famoso ditado aqui, “hóspede é um deus”. De qualquer jeito, prefiro não ser hóspede, mas sim parte dessa cultura tão cheia de cores e contrastes, que tem mil faces como seus famosos deuses e pode ser imcompreensível para uns mas a coisa mais lógica do mundo, literalmente, para outros. Houveram partes não tão coloridas assim, pois passei saudade das coisas do Brasil, num sentido como nunca tinha imaginado, porém amadureci com tudo numa terra tão diferente – mas que por sinal, além de ter latas de leite condensado na vendinha da esquina, rapadura nos invernos e feijão com arroz com a família aos domingos, tem uma cozinha ótima, então “saudades da comida da mãe” nem passei; foi mais algo “que saudades de andar pelas ruas sem ser uma atração turística”, uma vez que um estrangeiro de despercebido passa longe.
luiza m  os pintadas
Os casamentos, nos quais fui em muitos (acho que doze nesses últimos sete meses) e têm uma importância, duração de festa, quantidade de comida e ouro na noiva muito maiores que os nossos, são na maioria das vezes arranjados pelas famílias, o que é tão comum e aceitável a eles que há no classificados de domingo uma seção para quem procura um par para a vida toda. A sociedade é conservadora, mas talvez por isso mesmo possui uma cultura viva há milênios, com inúmeros festivais(a quantidade de feriados aqui é incrível também) e tradições únicas no mundo. Ao longo do ano as vivenciei com entusiasmo, fui à muitas celebrações religiosas(aqui é parte do cotidiano), tanto Sikh(maioria da minha região) ou Hindu, aprendi muito mais do que em livros ao ver as cores da Índia na vida real – não desmerecendo meu livro da infância, pois talvez devo a ele minha estadia aqui, e aconselho a quem quer fazer intercâmbio pesquisar antes de vir; mesmo quando a certeza de um ano de aprendizado é em qualquer país.
luiza e lamparinas
E a Festa das Luzes? Celebrei-a em novembro, com muitos fogos de artifícios e pisca-piscas pela vizinhança, presentes e visitas em casa, já que é a maior festa na Índia. Não sei se realmente me senti como aquela menina da foto se sentia, mas acendi as lamparinas anunciando um novo ano com fé de que esse ano é realmente algo novo em minha vida, e de inesquecível levarei mais do que fotos.
Obrigada a todos que me ajudaram a vir aqui, namaste! “
amo a   ndia

Henrique nos Estados Unidos

Em agosto de 2010, Henrique saiu de Novo Horizonte, SP, para fazer intercâmbio nos Estados Unidos, mais precisamente no Texas.
Esse sorriso da foto ilustra como ele está feliz com a experiência de intercâmbio. Pelo texto, temos certeza de que este vai ser um ano inesquecível:

henrique juviniano

Olá!
Para quem não me conhece meu nome é Henrique, tenho 17 anos e estou fazendo intercâmbio de 1 ano nos Estados Unidos pela YFU,mais especificamente em Pottsboro,Texas! A ideia de fazer intecambio já estava em minha cabeça há mais ou menos 5 anos e, com certeza, foi uma otima ideia e investimento. Minha ideia do intercambio foi de conhecer uma outra cultura, ter mais maturidade, aprender a me virar sozinho, a lidar com pessoas de outro país e com cabeça bem diferente e com certeza aperfeiçoar meu inglês. Mas, nossa, estou aprendendo e ganhado muito mais que isso com certeza!
Eu moro em uma cidade chamada Pottsboro. Ela é bem pequena mesmo, só tem 3 mil habitantes, mas, nossa, é o melhor lugar no mundo, tirando minha casa aí no Brasil! O bom de morar em cidade pequena é que todo mundo conhece todo mundo e se você faz uma besteira…hum…em 5 minutos todo mundo sabe!!!!
Minha família aqui é maravilhosa, meu pai treina cavalos de apartação e é competidor pela NCHA, minha mãe trabalha em uma empresa e cuida da parte de marketing em sites na internet. Tenho um irmão de 5 anos e uma irmãzinha de quase 2 anos!
Nossa, eles são maravilhosos estou no céu aqui! Andando a cavalo,jogando basquete,tennis,baseball fazendo tudo que aparecer e aproveitando cara segundo aqui dessa experiencia americana!!!
Mas nem tudo é um mar de rosas como toda família tem desintendimentos e tudo mais,mas sempre agente da um jeito de solucionar isso!No primeiro mês é bem dificil,mesmo que você fale bem ingles é dificil e tambem tudo é bem diferente!Mas, com o passar do tempo, tudo fica bem melhor!
A vida de estudante é como nos filmes mesmo: aqueles jogadores de futebol americano, as cheerleaders, os jogados de baseball, o pessoal que canta, vestiário, mascote da escola e o mais legal os armários escolares,hahaha. E, tambem, tem aqui que se vc estiver com nota vermelha não pode jogar os esportes!Mas todo mundo aqui é muito legal e gente boa pra caramba comigo, e sei que estou muito diferente desde quando vim do Brasil!
E é claro nunca eu iria ter essa maravilhosas experiência sem o Grande apoio da minha família meu pai Frank,minha mãe Jussara,meu irmão Otávio e minha irmã Patrícia!Obrigado por tudo!
E tambem muito obrigado Cristina Storion e Igor Mazzo meus professoresde ingles e ela também Repesentante de Area do YFU ai em Novo Horizonte!
Então é isso, gente!Vejo vocês em breve!
Beijos e Abraços
Henrique

Processo de seleção na CABOT

A CABOT é uma empresa parceira do YFU-Brasil desde 1991. Esta multinacional oferece anualmente uma ou duas bolsas de estudos para filhos de seus funcionários. Os candidatos são submetidos ao teste de inglês e participam de uma entrevista ou dinâmica de grupo. Todos os anos é muito difícil selecionar apenas um ou dois, pois os candidatos costumam ser muito bem preparados.
Este ano a seleção aconteceu no dia 18/02, sexta-feira, em Mauá, SP. Os pais estiveram presente em uma reunião com a diretora nacional do YFU-Brasil, na qual aprenderam um pouco sobre o funcionamento do intercâmbio e viram um de nossos vídeos no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=BncxvCJlbTc

Em seguida, os jovens deram início à sessão de testes e entrevistas. Como podemos conferir na foto abaixo, todos estavam muito concentrados. Vamos esperar o resultado…
teste da cabot

Júlia na Holanda!

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Júlia vem de uma família de intercambistas. Um primo foi para a Estônia, o outro para a Finlândia. A prima passou um ano na Alemanha. Na vez dela, o destino escolhido foi a Holanda. Na próxima reunião de família, esses quatro terão muito o que falar sobre suas histórias de intercâmbio.
Por enquanto, vamos ver o que a Júlia nos conta sobre sua vida holandesa:

Muitos pensam que o intercâmbio só começa mesmo quando você chega em seu país anfitrião, mas na verdade, começa muito antes! Pra mim, o meu intercâmbio começou no dia em que recebi um e-mail do YFU me contando que ja tinha uma uma host family: Uma mãe, duas irmãs (uma delas nao moraria comigo), um cachorro, um gato e um porquinho-da-Índia. Me lembro como se fosse hoje! Meu coração começou a bater tao forte, achei até que iria cair da cadeira! Saí correndo para contar a minha familia e logo fomos ‘’pesquisar’’ as pessoas da tal familia Verbiest que vivia em uma mini vila de 3000 habitantes. Minha primeira impressão? ESTRANHOS, LOUCOS! Uma família que nunca pensaria em ter… E então chegam todas aquelas dúvidas: Será que eles sao legais? Sera que vou ter que limpar a casa e lavar a louça? Minhas irmãs gostam das mesmas coisas que eu? E assim vai, toda aquela aflição, até que chega o dia…
14/08/2010 – Aeroporto Schiphol – Amsterdam: Um dia ensolarado, lindo! No desembarque, vejo minha família com um grande sorriso e com um balão do Garfield com um ‘’WELCOME!‘’ escrito. Nesse momento, soube que tinha feito a escolha certa. Eram super simpáticos e tentavam fazer contato o tempo todo, me senti muito a vontade.
Hoje, depois de 6 meses, continuo com o pensamento que fiz a escolha certa. Claro, tive os meus momentos difíceis assim como todos os outros intercambistas tiveram, mas no final, tudo se encaixa e agora ja dói até de pensar que tenho que ir embora em 5 meses.
Tenho uma quantidade ótima de amigos e são ótimos amigos, jogo futebol (o qual é muito difícil de se jogar quando se esta -2C lá fora), Sou ajudante em aulas de ginástica olímpica para crianças, vou todos os domingos a encontro de jovens na igreja da minha vila, fiz coisas que nunca imaginei que poderia fazer e nunca me senti tão livre e independente! Viajo muito pela Holanda, visito meus amigos e marco encontros, é tudo fácil e seguro, AMO essa liberdade! Uma outra coisa boa que traz um sentimento muito bom, é quando você tem algum problema e consegue resolve-lo, pois você sendo um intercambista, precisa encara-lo sozinho, arcar com as consequencias ou encontrar a melhor saída.
Mas, se eu tivesse que definir o meu intercambio em uma frase seria essa: ‘’ Nunca pensei que uma família do outro lado do mundo, pudesse ser tao importante pra mim. ‘’ Sim, aquela família, estranha e louca que nunca seria a minha primeira escolha. Somos super unidos, posso contar com eles sempre, tenho uma ótima relação com minha mãe e com minhas irmãs, ainda mais com a Kyra, a irmã que mora comigo, somos irmãs de verdade.
Se fosse contar tudo sobre o meu intercambio, daria uma bíblia no final, então pra terminar esse pequeno texto, essa pequena parte de uma grande aventura, eu digo a todos os futuros intercambistas: Aproveitem o máximo, nao deixem de fazer coisas por preguiça, provem todas as comidas e se você for para um país que faça frio, COMPRE UM BOM CASACO!

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Julia Fernandes sorvetao

Julia Fernandes cidade

Leonardo na Suécia!

leonardo esqui
Todos os anos alguns estudantes brasileiros resolvem desafiar o frio e escolhem países gelados para fazer intercâmbio. Para o ciclo de 2011/2012, o carioca Leonardo decidiu estudar um ano na Suécia. Pelo seu depoimento, vemos que ele não se arrependeu!

Morar na Suécia é uma experiência diferente. É sentir a Europa de outro jeito.
Acordo cedo para pegar o onibus e ir a escola, entro às 8:30 e saio às 3:30.
Com um intervalo entre cada aula e pausa para o lanche. Todos os alunos recebem laptop da escola,
nao se usa mais lápis ou caderno, exceto nas aulas de cálculo.

Comemos muita batata, almôndegas, salsichas e panquecas. E spaguetti a bolonhesa que sao comidas típicas suecas.
Vi neve e esquiei pela primeira vez e patino no gelo frenquentemente.
A maior diferenca entre os paises é com certeza o clima e a rotina.
Especialmente no inverno quando as pessoas ficam mais em casa e as atividades são internas e se usa bastante roupas ao sair.
Sinto mais seguranca nas ruas e gentileza das pessoas. E os suecos não são tão fechados como pensei.

Segue o link de uma matéria de jornal com o estudante. Tudo em sueco. Alguém se habilita?

http://www.unt.se/familjeliv/de-har-bytt-liv-och-skolar-1184924.aspx

leonardo na neve

Meio do ano em janeiro!

Parece estranho, não é? Mas para os estudantes estrangeiros que chegaram ao Brasil em agosto de 2010, o meio do ano de intercâmbio é agora. Nesta ocasião, os estudantes participam de uma reunião de orientação, na qual avaliam seu ano de intercâmbio até o momento e planejam o restante do seu período de intercâmbio.
Em janeiro de 2011, o YFU reuniu em Marataízes, ES, os estudantes que vivem na região: Achieta, Serra, Vila Velha, Marataízes, Campos e São Francisco de Itabapoana. São estudantes da Alemanha, Equador e Finlândia.
A Orientação do Meio do Ano (OMA) foi conduzida pelos representantes de Vila Velha (Vinícius Coscioni) e de São Francisco de Itabapoana (Rafaela Rodrigues) enquanto Ruy Temberg, do escritório nacional, e Nadja Borges, representante de Piúma, faziam uma orientação de retorno para a estudante finlandesa que estava no fim de seu período de intercâmbio.
A reunião, que foi um esforço conjunto de vários representantes, foi um sucesso, o que podemos comprovar pelo sorriso de todos os participantes.
oma marata  zes 2011

Em Itabuna, a representante Ísis Portugal, reuniu as estudantes que estão em Eunápolis e Buerarema em Itabuna, BA. O encontro também foi um sucesso!
oma itabuna grupo

oma itabuna sala de aula

No Rio de Janeiro, o encontro foi no fim de fevereiro e reuniu os estudantes que moram no Rio, Sarah e Nino, e o Roman, que veio de Angra dos Reis.finde em fevereiro 002

Ainda em Dezembro, foi a vez de Gravatal, SC, reunindo as estudantes de Gravatal e Tubarão.

I Seminário Pós-Intercâmbio

Semin  rio YFU Volunt  rios
No fim de semana de 23 e 24 de outubro de 2010, foi realizado o I Seminário Pós-Intercâmbio no Brasil. O evento aconteceu em Maricá, RJ, reunindo ex-estudantes do YFU do Rio e de Juiz de Fora. O encontro foi um verdadeiro sucesso!!! Só podia ser. Afinal, falar da experiência de intercâmbio é uma das atividades prediletas de quem já foi intercambista. Mesmo muitos anos depois, quando dois ex-intercambistas que não se conhecem se encontrarm, há sempre muito o que dizer. Nasce imediatamente um elo entre essas pessoas.
O encontro de Maricá foi uma experiência-piloto para criar o material para futuros encontros. Idealizado por Lívia Honorato, ex-estudante em 2005 e atual funcionária do YFU-Brasil, o seminário pós-intercâmbio tem tudo para se tornar mais uma etapa da experiência de intercâmbio YFU.
Vamos ver o que ela tem a dizer:
Em abril de 2010, fui enviada à França para participar de um treinamento cujo nome era “Post Exchange Seminar”, onde os participantes ali estavam para trocar experiências e aprender como lidar e o que fazer com os estudantes recém-retornados de seus intercâmbios. Foi uma semana de MUITO aprendizado, pois ainda não havíamos feito isso no Brasil.

Voltei com várias ideias novas e logo compartilhei com todos dentro do escritório e com alguns voluntários também. Aos poucos, fomos amadurecendo a ideia de organizar um seminário/encontro de ex-estudantes para aqueles que fossem do Estado do Rio de Janeiro e de Juiz de Fora – MG durante um final de semana. Muitos voluntários se mostraram interessados, bem como uma boa parte dos ex-estudantes convidados. Aqueles que não puderam participar, em sua maioria, estavam em época de vestibular.

Foram convidados 27 ex-estudantes que retornaram ao Brasil desde janeiro de 2009 até junho de 2010.

O intuito do encontro era conversar sobre o processo de readaptação, introduzir o conceito, muitas vezes desconhecido, de “choque cultural reverso” (também chamado de segundo intercâmbio) e o recrutamento de novos voluntários.

Dos 27 ex-intercambistas chamados, tivemos a presença de 10 e contamos com mais 5 voluntários veteranos, além do Ruy Temberg, também do escritório.

O I Seminário Pós-Intercâmbio aconteceu no sítio Bons Amigos, em Maricá – RJ e durou um fim de semana inteiro.

Eu pensava que estava lá para poder auxiliar os estudantes que retornaram mais recentemente e poder passar um pouco das novidades que aprendi, mas confesso que senti que aprendi muito mais ouvindo o que cada um daqueles meninos falou do que “ensinei” qualquer coisa. Foi uma troca maravilhosa entre todos e o feedback recebido foi melhor que esperado.

Foi criado um vínculo com esse grupo que, deliberadamente, já vestiu a camisa de VOLUNTÁRIO YFU e segue mantendo contato.

O encontro foi tão bom e deu tão certo que esperamos poder dividir essa experiência, aos poucos, em outras regiões.

Semin  rio YFU Volunt  rios Camisa 2

Chegaram!

Os estudantes internacionais do YFU chegaram no comecinho de agosto para dar início a seu ano de intercâmbio nos mais diversos lugares, em todo território nacional. Na chegada, eles participaram de uma orientação de dois dias de duração no espaço da colônia de férias Kinderland, próximo a Miguel Pereira, no estado do Rio de Janeiro.
Como todos os anos, as aulas de orientação foram dadas por voluntários, que já fizeram intercâmbio pelo YFU.
Foi um sucesso: o local é lindo e totalmente preparado para acomodar grandes grupos, os estudantes estavam interessados e colaborativos, os professores tinham experiência, energia e bom humor!
grupo com volunt  rios menor

Estudantes e voluntários.

sala de aula stds sorrindo
Sala de aula Pelos sorrisos, parece que o assunto era interessante.

piscina menor
Tempo livre – mesmo com tempo frio, é sempre gostoso ir à piscina.

Domingo foi o dia do tão esperado encontro do estudante com a família brasileira. Sorrisos, presentes e cartazes em aeroportos e rodoviárias:
juliana hf e ruy
Ruy Temberg, do escritório do YFU, entrega a estudante alemã Juliana à sua família anfitriã no Rio de Janeiro.
malcolm editado

Em Fortaleza, o estudante sueco Malcolm foi recebido pela família Moreno.
chegada f  lix
Em Belém, o estudante alemão Felix foi recebido no aeroporto por toda a família brasileira. Ele deve ter se sentido até uma celebridade, pela quantidade de gente a sua espera.

Em Uberaba, as famílias aguardaram muito tempo para encontrar com os seus estudantes porque houve atrasos no vôo do Rio. O representante Fabiano Santana, que foi a Uberlândia esperar os meninos e levá-los a Uberaba numa van, teve de ter muita paciência para esperar o voo. Tenho certeza de que a alegria de receber a nova turma de estudantes compensou a longa espera.
Uberaba chegada
Famílias e estudantes reunidos na praça às duas horas da manhã!

Orientação – Ganhando o mundo!

Fazer intercâmbio é uma experiência muito valiosa, gratificante, interessante. Mas não é fácil.
O processo de adaptação a uma nova família e cultura exige bem mais do que os estudantes esperam e o começo é cheio de tropeços. Para ajudar os nossos jovens participantes a se prepararem para esse desafio, o YFU realiza encontros de orientação locais.
No Rio de Janeiro, este encontro foi realizado no dia 20 de julho, no curso de idiomas ACE, no centro,reunindo estudantes que vão para África do Sul, Alemanha, Estados Unidos, Finlândia e Suécia. A orientação foi conduzida por Carlos Eduardo Costa, ex-estudante nos EUA e voluntário do YFU-Brasil e Lìvia Honorato, ex-estudante na Alemanha, ex-estagiária no YFU-Estônia e atual funcionária do YFU Brasil. Como sempre, a orientação combina reflexão, dicas úteis e bom humor.
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Carlos e Lìvia com os estudantes Saba (África do Sul) e André (EUA).

Em Ilhéus, BA, a representante Mara Andrade realizou uma orientação individual com seu estudante Danilo (EUA). Pouca gente, mas muito interesse, como podemos confirmar pela foto abaixo:

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Em Fortaleza, CE, a representante, Cintya Lima, realizou vários encontros com suas “meninas” que embarcam para os Estados Unidos em agosto. A última reunião foi no dia 21 de julho e a turminha parecia animada:
orienta    o fortaleza 1
orienta    o fortaleza 2

FUI… ou quase!

FUI. Este é o nome da orientação de retorno dos estudantes que vêm para o Brasil passar o seu ano de intercâmbio. FUI significa “o Fim é Um Início?”. Estranho? Nem tanto. Ao chegarem ao país de intercâmbio, os estudantes passam por um processo de adaptação aos novos hábitos e costumes. Depois de um ano, eles retornam a seus países de origem e precisam passar por uma re-adaptação à sua própria cultura.
O primeiro processo é óbvio e todo mundo já antecipa, mas o segundo nem tanto. Às vezes, é um susto para todo mundo: estudantes e famílias.
Para minimizar as dificuldades, os estudantes têm um encontro de orientação para discutir aspectos do retorno para casa.
No fim de semana passado, houve encontros em Gravatal, SC, e Barra Bonita, SP.

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A representante de Gravatal, Cristiane Maciel, recebeu as três estudantes em casa e, no final do encontro, ofereceu um delicioso lanche. Pelo que ela disse, a reunião foi um sucesso:

Foi muito legal e divertido..mas meio triste porque nenhuma das três quer ir embora…teve inclusive alguns momentos bem emotivos..mas no fim….fizemos um lanchinho que adoçou tudo!!!

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Ah…. e quem não queria um pedaço deste bolo?

Em Londrina, a FUI aconteceu no fim de maio, reunindo as estudantes que estão no Paraná (Curitiba e Londrina). A representante Ângela Queiroz programou um fim de semana de atividades, o que inclui um passeio pela cidade e uma sessão de fotos.
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Em Barra Bonita, a representante também era mãe anfitriã de uma das estudantes, então a orientação FUI teve de ser feita pela voluntária que foi a “representante da filha da representante”, Rosana Fracaroli.
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Mas a mamãe Nellie não pode ficar de fora, não é mesmo?
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Em São José dos Campos, a FUI incluiu uma visita ao Instituto de Aeronáutica e Espaço.
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No Rio de Janeiro, a FUI reuniu estudantes da Alemanha, Estados Unidos, Hungria e Noruega no dia 16 de junho. A reunião foi conduzida por Lívia Honorato, do escritório do YFU e por Julia Iglesias, ex-estudante e voluntária. Pelos sorisos, o encontro foi muito proveitoso:
FUI rj todos

Por fim, em Uberaba, o representante Fabiano Sant’anna reuniu os estudantes no dia 29 de junho, quase na data do embarque dos estudantes de volta para a Alemanha. Para eles, a volta estava bem mais real e as saudades do Brasil enormes! Mas não faltou animação! O Fabiano já sente saudades dos seus “meninos”, como podemos perceber pela sua mensagem:

fui uberaba menor
Como disse Cecília Meirelles É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! pois se pudesse faria com que nossos três intercambistas estivessem no Brasil e na Alemanha ao mesmo tempo, para que não sentíssemos esta enorme nostalgia que já estamos sentindo antes mesmo do embarque. Aquela sensação de saudades que já faz parte da vida de todos em Uberaba.
Agora, é aguardar os novoas alunos, e fazer com que eles se sintam tão acolhidos como fizemos com os nossos três amigos que estão partindo.

Em Petrolina, PE, a Cheila Nakahara, representante do YFU na cidade, conduziu o encontro com duas estudantes alemãs no sítio de Pollux, ex-estudante do YFU na Alemanha.
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